Rato de Biblioteca



25/03/2008

Terracota Bolsas Artesanais

Filed under: Vida de Rato — Cristine @ 10:02

Meu site de bolsas artesanais, o Terracota Bolsas, já está na rede; lá você encontrará as peças criadas e executadas por mim, com todo carinho e capricho. São bolsas confeccionadas artesanalmente, utilizando técnicas como crochê, tunisiano, patchwork e matelassê, e em vários materiais. Vocês estão convidados a visitá-lo e conhecer meus trabalhos.

bolsa tereza rosa (bolsa Tereza rosa)

Para unir meus dois hobbies favoritos, a literatura e o artesanato, as bolsas receberam nomes de personagens femininos de livros que li e gostei. Junto da descrição das bolsas, há um pequeno texto sobre a personagem, com o nome do livro e autor. Confiram!

O endereço é: www.terracotabolsas.com

miniatura-meggie-azul.jpg (bolsa Meggie azul)

bolsa Morgana verde (bolsa Morgana verde)

miniatura-cathy-florida.jpg(bolsa Cathy florida)

22/01/2008

Mar Adentro

Filed under: Estante de Filmes — Cristine @ 16:03

“…el derecho de nacer parte de una verdad: el deseo de placer. El derecho de morir parte de otra verdad: el deseo de no sufrir. La razón ética pone el bien o el mal en cada uno de los actos. Un hijo concebido contra la voluntad de la mujer es un crimen. Una muerte contra la voluntad de la persona también. Pero un hijo deseado y concebido por amor es, obviamente, un bien. Una muerte deseada para liberarse de un dolor irremediable, también. Ninguna libertad puede estar construida sobre una tiranía. Ninguna justicia, sobre injusticia o dolor. Ningún bien positivo, sobre un sufrimiento injusto…”

Ramón Sampedro

Este filme escrito, produzido e dirigido por Alejandro Amenábar, conta a história verídica de Ramón Sampedro. Ramón, nascido em 1943, trabalhava como mecânico de navios e após um acidente de mergulho no litoral da Galícia ficou tetraplégico, aos 25 anos. Pelos 29 anos seguintes ele lutou por seu direito à eutanásia ativa.

Alejandro AmenábarMar Adentro ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2004, e diversos outros prêmios, como o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e indicação para Melhor Ator (Javier Bardem). Ganhou também 14 prêmios Goya (na Espanha), além dos prêmios Donatello (na Itália) e do Festival de Veneza.

Javier Bardem e Belén RuedaNo início do filme, Ramón (Javier Bardem) está há 26 anos preso à cama e decidido a morrer, pois acha que uma vida em sua condição física não é uma vida digna. Ele diz que viver é um direito, e não uma obrigação, como no seu caso. Sua família, que cuida dele com carinho, não concorda com sua decisão; alguns amigos o apóiam, respeitam sua decisão e tentam ajudá-lo em sua batalha judicial. Entre eles está Julia (Belén Rueda), uma advogada que sofre de uma doença degenerativa (Cadasil) e por identificar-se com a incapacidade física de Ramón, decide ajudá-lo.

Conforme Júlia vai conversando com Ramón e a família para preparar o caso, ficamos sabendo que Ramón era um jovem ativo, que deu a volta ao mundo trabalhando como mecânico de navios, tinha uma noiva, com quem rompeu após o acidente por acreditar-se despreparado para o amor. Em uma linda cena ao som de ‘Nessun Dorma’, Ramón desce da cama, corre para a janela e voa até a praia para encontrar-se com Júlia (“soube que você estava aqui, e vim voando”); esses devaneios eram o refúgio interior de Ramón, seu ‘mar adentro’, onde ele podia ser livre; ele diz que ‘o mar me deu a vida, e o mar a tirou’.

Lola Dueños e Javier BardemOutra amiga é Rosa (Lola Dueños), uma operária, mãe de dois filhos e divorciada; ela começa a visitá-lo depois de assistir a uma reportagem na TV; na primeira visita Ramón acusa-a de ser uma mulher frustrada e estar tentando compensar isso com as visitas; ela vai embora, mas aos poucos a amizade vai crescendo, assim como a dedicação e interesse de Rosa por Ramón.

Ao longo dos dois anos mostrados no filme, Ramón vê seu pedido de autorização de eutanásia negado pela justiça espanhola, e decide levar a cabo sua decisão mesmo assim, contando com a ajuda dos amigos. Após mais um ataque cardíaco, Julia percebe que sua condição física está se deteriorando e decide que irá ajudá-lo a morrer, suicidando-se em seguida. Ela diz que voltará assim que o livro de Ramón for publicado, mas junto com o livro envia uma carta, na qual presume-se que comunica que mudou de idéia, e escolheu viver. O filme não mostra o conteúdo da carta, mas vemos o desespero de Ramón depois disso.

Rosa, que tenta despertar o desejo de viver em Ramón, por fim decide ajudá-lo a morrer. Ramón diz que quem o amasse de verdade respeitaria seu desejo de morrer e o ajudaria a fazê-lo. Ele então despede-se da família e vai ao encontro de Rosa.

Em uma das cenas mais comoventes do filme, Ramón diz adeus à família, e pede um abraço ao sobrinho (Javi); ele o abraça, e diz que ‘entendeu a poesia’ (um poema escrito por Ramón ao filho que nunca teria, e dedicada a Javier). A cunhada Manuela chora, e o irmão (que nunca aceitou a decisão do irmão mais novo) fica calado, longe de todos. Quando a ambulância parte, Javier sai correndo atrás dela.

Ramón SampedroPara que ninguém pudesse ser responsabilizado pela eutanásia, várias pessoas o ajudaram, conseguindo o cianureto de potássio, transportando-o, medindo a dose, deixando o copo ao seu alcance e, por fim, gravando em vídeo seus últimos momentos. Vemos no filme as últimas palavras de Ramón (em espanhol e em inglês), que antes de ingerir a dose mortal, em 12 de janeiro de 1998, explica que seus amigos apenas lhe emprestaram seus braços e pernas, mas a decisão e consciência foram dele.

Após o suicídio de Ramón, Ramóna Manero (a amiga retratada no personagem Rosa) foi acusada de tê-lo ajudado, mas o caso foi arquivado por falta de provas. Mais tarde, quando a acusação foi retirada, ela contou publicamente que foi uma das pessoas que ajudaram Ramón.

O filme não é uma apologia da eutanásia; o próprio Ramón não queria impor suas crenças a ninguém, apenas queria exercer seu direito de propriedade sobre seu corpo, e dele dispor se assim o desejasse. Ele sentia que havia se tornado um fardo para sua família, que sempre lhe deu todo o amor e carinho.

A eutanásia é um assunto, como o aborto, em que nossa opinião e convicções podem mudar no momento em que estivermos diretamente envolvidos. Até que ponto vai nossa tolerância pessoal à dor e ao sofrimento? Esperamos que nunca o precisemos provar; quando temos de tomar uma decisão quanto à vida de um animal de estimação sem esperanças de cura, sentimos o peso de tal decisão, a dor antecipada da perda e um vazio no peito. Somente podemos imaginar uma situação em que o doente terminal seja uma pessoa querida ou nós mesmos. Somente podemos imaginar o tamanho do vazio e a intensidade da dor.

No filme, o pai de Ramón diz que “só há algo pior que a morte de um filho; é ter um filho que quer morrer“. No artigo de Arnoldo Kraus, ele diz que “as palavras do pai de Ramón Sampedro “hay algo todavía peor que la muerte de un hijo: tener un hijo que quiere morirse”, congelam o ar e retorcem a alma. Para Ramón, tetraplégico por quase 30 anos, o tempo parou: “A vida é um direito, não uma obrigação”. Como lidar com a paternidade que não consegue entender que um filho deseje morrer, dadas as circunstâncias, e a sensação de um ser humano que sente que viver sem um corpo não faz sentido? Enquanto o primeiro se agarra à vida e afirma que é preciso vivê-la até o último suspiro, o último sente que não parou de morrer desde o dia em que perdeu seu corpo. Vida como obrigação ou vida como direito?”

cartaz do filmeEste filme nos faz pensar sobre a vida, o direito à vida e à morte, e principalmente o respeito às crenças e convicções, sem convertermo-nos em juízes dos motivos e razões do outro. Ramón não queria convencer ninguém; apenas exercer seu direito.

No artigo de Carlos Brazil, “Eutanásia em Discussão“, o professor de Bioética da Faculdade de Odontologia da USP (Universidade de São Paulo) Dalton Luiz de Paula Ramos analisa: “Obviamente uma pessoa que está vivendo em sofrimento, em um certo sentido se justifica que ela peça a morte. Dá para a gente entender. Por que ela está pedindo a morte? Porque está sofrendo. Agora, o sofrimento tem várias dimensões. Eu caracterizaria pelo menos duas delas: uma é o sofrimento físico - estar sentindo dor ou coisas que o valham - e a questão da dor física é médica e vai encontrar na Medicina respostas para muitas dessas condições, senão para todas; mas sabemos que a questão do sofrimento não se reduz só à dor física, porque o grande sofrimento pode existir por uma total perda de sentido do significado da vida. Existe aí um componente psicológico e também um componente espiritual. E, da mesma forma que a dor física pode ser tratada pelos recursos analgésicos da Medicina, essa outra dimensão da dor pode ser tratada. Não estou dizendo que é fácil, mas que ela pode ser tratada”.

cartaz do filmeRamón Sampedro não era um doente terminal; mas para ele, a vida havia perdido todo o sentido e significado. Ele tinha uma família que o amava, amigos, mas depois do acidente seu único objetivo era a morte. Apesar de sua firme decisão, a justiça negou a ele o direito de dispor de sua vida. Uma pessoa que falha na tentativa de suicídio não é punida pela lei; mas a partir do momento em que qualquer pessoa corre risco de vida, esse direito lhe é negado, e a decisão passa do âmbito particular para o legal.

No mesmo artigo, a professora de Antropologia da UnB (Universidade de Brasília) Débora Diniz avalia que o direito individual de deliberação sobre a morte deve pertencer especificamente a cada pessoa: “A nossa concepção pública de Justiça está contaminada por concepções privadas de bem. Essa é uma fragilidade da nossa concepção de razão pública. Nós precisamos seriamente enfrentar o reconhecimento de que uma razão pública expressa na Constituição e nas nossas leis não pode deliberar sobre concepções de bem. E resquícios como estes de reconhecer que a eutanásia é um atentado contra uma santidade da vida ou contra um princípio de dignidade da vida e não reconhecer como única instância possível uma deliberação individual é um pressuposto de heteronomia do nosso processo decisório que está assentado em premissas particulares de concepção de bem que não são compartilhadas por todos nós”.

Uma lei que legitime a prática da eutanásia não obrigaria ninguém a praticá-la, assim como a descriminalização do aborto não obrigaria ninguém a abortar. Tais decisões devem pertencer especificamente a cada pessoa. Contudo, é necessário identificar quando a decisão é pessoal, e quando ela é movida por outros interesses (custos de UTI e de tratamentos médicos prolongados, interesses financeiros, etc.). O artigo compara os casos de Ramón, do Papa João Paulo II, do governador Mário Covas e de Terry Schiavo. Para o jurista Ives Gandra Martins, o caso de Terry foi um crime, pois a família (especificamente o marido; os pais dela eram contra) decidiu retirar a sonda que a alimentava e ela permaneceu treze dias sem comida ou bebida, até morrer (de fome). A professora Débora afirma que a morte de Ramón foi mais digna que a de Terry ou do Papa, mas para a sensibilidade moral pública, estas últimas são muito mais aceitas.

Longe de propor respostas para um tema tão complexo, este belíssimo filme nos faz pensar sobre o assunto, analisar nossas próprias opiniões, principalmente, sobre os limites da vida e o significado da dignidade. Sem julgar.

Mar Adentro

Ramón Sampedro
Mar adentro, mar adentro,

y em la ingravidez del fondo

donde se cumplen los sueños,

se juntan dos voluntades

para cumplir um deseo.

Um beso enciende la vida

com um relámpago y um trueno,

y em uma metamorfosis

mi cuerpo no es ya mi cuerpo;

es como penetrar al centro

del universo:

El abrazo más pueril,

y el más puro de los besos,

hasta vernos reducidos

en um único deseo:

Tu mirada y mi mirada

como un eco repitiendo,

sin palabras:

más adentro, más adentro,

hasta el más allá del todo

por la sangre y por los huesos.

Pero me despierto siempre

y siempre quiero estar muerto

para seguir com mi boca

enredada em tus cabellos.

Para saber mais:

Trailer do filme no You Tube

Vídeo no You Tube sobre o filme, com informações sobre a produção

Artigo “Eutanásia: dono da vida, o ser humano é também dono da sua própria morte?” (Luiz Flavio Gomes)

Tipos de Eutanásia

Suicídio Assistido

Caso Ramón Sampedro – Suicídio assistido

Artigo “Eutanásia em Discussão” (Carlos Brazil)

Artigo “Live and Let Die” (Rod Usher, amigo de Ramón)

7/12/2007

A História das Coisas… e como isso nos afeta

Filed under: A Vida Real — Cristine @ 21:43

A partir do blog No Impact Man , cheguei a este site, The Story of Stuff, da ativista e ambientalista Annie Leonard. Ela mostra, em uma animação interessante e impressionante, a história das coisas: extração, produção, distribuição, consumo e descarte, e o impacto deste processo sobre o planeta e sobre nós mesmos. A animação demora um pouco para carregar, dura pouco mais de 20 minutos mas vale a pena!! (para ver o vídeo no site, clique aqui).

No site também há o script (em pdf) com comentários, sugestões de leitura sobre o assunto e sugestões para reduzir o impacto que causamos sobre o ambiente.

Para assistir ao vídeo em formato de vídeo Quick Time (.mov), clique na figura com o botão esquerdo do mouse; se quiser baixar o vídeo, clique com o botão direito e escolha “Salvar Link como…” :

Baixar v�deo The Story of Stuff


Enquanto isso, aqui está um resumo da lista de Annie, das 10 Pequenas e Grandes Coisas que Você Pode Fazer:

  1. “Procure oportunidades em sua vida para reduzir significativamente o uso de energia: dirija menos, voe menos, apague as luzes, compre alimentos locais e de época, use o varal em vez da secadora, compre coisas usadas ou empreste antes de comprar novas, recicle.”
  2. “Há centenas de oportunidades todos os dias para incentivar a cultura de Lixo Zero em casa, na escola, no trabalho, na igreja, na comunidade. Para isso é preciso desenvolver novos hábitos que logo se tornarão automáticos. Use os dois lados do papel, leve suas sacolas ao mercado, encha os cartuchos da impressora em vez de comprar novos, faça compostagem caseira, evite água engarrafada e outros produtos embalados, atualize seu computador em vez de comprar um novo, conserte em vez de substituir… a lista é infinita!”
  3. “Discutir estes assuntos aumenta a consciência, fortalece a comunidade e pode inspirar a ação.”
  4. Escreva cartas e envie artigos aos jornais locais.
  5. Desintoxique seu corpo, sua casa e a economia. Muitos dos produtos atuais - de pijamas infantis a batons - contém aditivos químicos tóxicos que simplesmente não são necessários. Pesquise online (por exemplo, em http://www.cosmeticsdatabase.com/) antes de comprar para ter certeza que não está levando para casa ou ingerindo produtos tóxicos sem saber.”
  6. “Desligue a TV e a internet e ligue a comunidade.”
  7. “Estacione o carro e ande!”
  8. “Nosso paradigma atual dita que quanto mais coisas melhor, que o crescimento econômico infinito é desejável e possível, e que a poluição é o preço do progresso. Para realmente mudar as coisas, precisamos incentivar um novo paradigma com base nos valores de sustentabilidade, justiça, saúde e comunidade.”
  9. “Pressione o governo a proibir substâncias tóxicas em produtos de consumo e a cumprir as leis de Responsabilidade Ampliada do Fabricante [nos EUA, Extended Producer Responsibility (EPR) laws], como está acontecendo na Europa. Esta lei responsabiliza os fabricantes por toda a vida útil de seus produtos, fazendo que empresas de produtos eletrônicos que utilizam substâncias tóxicas nos produtos tenham que recolhê-los. Este é um grande incentivo para que eles parem de usar estas substâncias tóxicas!”
  10. Compre verde, compre o necessário, compre produtos do local, compre usados e, mais importante, compre menos!


12/11/2007

Dicas de Reciclagem

Filed under: A Vida Real, Vida de Rato — Cristine @ 15:23

Reciclar, reciclar e reciclar! Taí algo que todos podem fazer e que tem um impacto muito positivo, sob todos os aspectos.

No site Planeta Sustentável, encontrei algumas dicas interessantes e práticas sobre a reciclagem nossa de todo dia. Aí estão elas:

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VALE A PENA FAZER
Separar o lixo seco de todos os restos orgânicos: um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo - e reciclável.

Lavar as embalagens para retirar os resíduos dos alimentos e dos produtos de higiene e limpeza.

NÃO VALE A PENA FAZER
Separar o lixo seco por tipo de material. As empresas e cooperativas farão uma nova triagem - estando o lixo organizado ou não.

Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida. São medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.

O LIXO ESPECIAL

Lâmpadas
O que fazer: separar as fluorescentes num lixo à parte. Misturados aos outros restos, os cacos costumam ferir os catadores. Já as lâmpadas incandescentes não são recicladas, uma vez que, segundo mostram as pesquisas, não causam impacto negativo no meio ambiente - elas devem ser depositadas, portanto, no lixo comum.

Baterias
O que fazer: reciclam-se só as de telefones sem fio, filmadoras e celulares - as outras, assim como as pilhas, têm baixa concentração de metais pesados e por essa razão não são tidas como prejudiciais ao meio ambiente. Para reciclar, faça um lixo separado: como as baterias são frágeis, podem romper-se e contaminar o restante dos detritos.

Cacos de vidros planos e de espelhos
O que fazer: embalar em jornal e colocar num lixo separado. Seguirão para vidraçarias - e não para as tradicionais fábricas que reciclam vidro.

OS ESTRAGOS DO ÓLEO DE COZINHA
O óleo de cozinha é um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número:

1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água.

Como reciclar: colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem (ver no site www.cempre.org.br).

Destinos do óleo usado: fábricas de sabão e produção de biodiesel.

RECICLAGEM: O QUE AINDA “NÃO PEGOU”:

A reciclagem dos três itens abaixo patina em índices ainda baixos no Brasil, de não mais do que 30% do que vai para o lixo. Os especialistas explicam por quê.

PLÁSTICO
Por que se recicla pouco: a maioria das pessoas não reconhece como plástico as resinas mais maleáveis, como as das sacolas de supermercado. Por isso elas acabam no lixo comum.

Benefícios ambientais: a versão reciclada consome apenas 10% do petróleo exigido na produção do plástico virgem.

LATAS DE AÇO
Por que se recicla pouco: pesquisas mostram que há resistência das pessoas em guardar essas latas no lixo de casa. Diz-se delas que são “volumosas” e “difíceis de amassar”.

Benefícios ambientais: cada tonelada de aço reciclado preserva 110 mil toneladas de minério de ferro.

CAIXAS LONGA-VIDA
Por que se recicla pouco: novas tecnologias já permitem separar as seis camadas que compõem a embalagem, mas, como é coisa recente, quase ninguém no Brasil o faz.

Benefícios ambientais: em 2006, com a reciclagem de 30 mil toneladas de papel provenientes dessas caixas, foram poupadas 600 mil árvores de áreas reflorestadas.

Para saber mais:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/conteudo_250715.shtml

7/11/2007

Sybil

Filed under: Estante de Filmes, Estante de Livros, Filme X Livro — Cristine @ 21:21

SYBIL

Sybil conta a história verídica da paciente psiquiátrica Sybil Isabel Dorsett, que sofria de Transtorno Dissociativo de Identidade (também conhecido como MPD – Multiple Personality Disorder ou Transtorno de Múltiplas Personalidades, e que passou a ser oficialmente chamado de DID - Dissociative Identity Disorder a partir de 1994). Ao longo do tratamento, foram identificadas 16 personalidades de Sybil (incluindo a personalidade atuante, e várias personalidades femininas e masculinas, de diversas idades).

Shirley Ardell Mason

Após a morte de Sybil em 1998, sua verdadeira identidade foi revelada; ela era Shirley Ardell Mason, uma artista e professora de arte; o pseudônimo Sybil foi criado pela escritora Flora Schreiber e pela Dra Cornelia Wilbur para proteger a privacidade da paciente. Muito talentosa, Sybil pintava e desenhava em vários estilos diferentes; na verdade, cada personalidade tinha um estilo artístico próprio.

Sua história foi contada em livro, escrito por Flora Rheta Schreiber e lançado em 1973; a autora foi convidada a escrever o livro pela Dra Wilbur, a psiquiatra de Sybil. Flora e Sybil conviveram por três anos durante o tratamento, e por muitos anos, como amigas, até a morte da escritora, em 1988. O livro foi aprovado pela paciente e pela psiquiatra, e tornou-se um sucesso de vendas logo após o lançamento.

Em 1976, foi lançado um filme contando a história de Sybil, estrelado por Sally Field (Sybil) e Joanne Woodward (que já havia representado uma paciente com múltiplas personalidades em “As Duas Faces de Eva”, de 1957, e aqui representou a psiquiatra, Dra Wilbur). O filme não foi baseado no livro, mas o roteirista (Stewart Stern) teve acesso à documentação psiquiátrica do caso e dramatizou alguns fatos no roteiro (como a criação do personagem Richard, namorado de Sybil, que não existia no livro).

Tammy Blanchard como SybilEm 2007, a HBO lançou uma refilmagem da história, desta vez baseada apenas no livro de Flora Schreiber. O filme é estrelado por Tammy Blanchard (Sybil) e Jessica Lange (Dra. Wilbur; Jessica havia representado outra mulher com problemas psiquiátricos, a atriz Frances Farmer, no filme “Frances”). Esta versão é mais fiel ao livro, embora haja alegações que o livro não seja uma história de um caso psiquiátrico, mas uma narrativa ficcionalizada, exagerada com o fim de chocar, e o filme ainda mais que o livro (veja aqui) . Livro e filmes mostram as torturas e repressões causadas pela mãe esquizofrênica, o pai ausente, o avô fanático religioso e a morte prematura da avó, único ponto de afeto e aceitação na vida da criança, e a conseqüente fragmentação da personalidade da paciente, numa tentativa de suportar os abusos sofridos.

Livro

FishermanAs personalidades de Sybil começaram a “nascer” a partir dos três anos e meio, e foram surgindo durante a infância e adolescência; havia 15 delas, além da personalidade atuante, Sybil, uma mulher exaurida e apagada, cujas emoções ficavam a cargo das outras personalidades. Entre elas, havia Vicky, uma moça francesa e segura de si, que reunia todas as memórias e consciência das personalidades; Peggy Lou, que exprimia a raiva; Peggy Ann, cujo traço principal era o medo; Mike e Sid, dois rapazes (aspectos de Sybil que identificavam-se com o pai e o avô), Nancy Lou, que exprimia a repressão religiosa sofrida por Sybil, e uma loura, que existia desde 1946 mas só revelou-se na fase final da análise, e que representava o lado adolescente de Sybil.

A Sybil atuante sofria lapsos de memória desde a infância, e não se lembrava do que tinha feito ou visto quando alguma das personalidades assumiam o controle de seu corpo; tinha dificuldades com matemática, pois durante dois anos (dos oito aos dez anos) quem esteve no controle foi Peggy Lou, após a morte da avó; Peggy Lou sabia multiplicar, mas Sybil tinha dificuldades com as contas, pois não se lembrava de tê-las aprendido na escola. Sybil sentia-se como se seu tempo tivesse sido roubado.

Em 1945, aos 22 anos, Sybil consultou-se com a Dra Wilbur em Omaha. Após alguns meses o tratamento foi interrompido, quando Sybil esteve doente e sua mãe ligou para avisar a Dra Wilbur que a filha não poderia comparecer às sessões. Quando restabeleceu-se, Sybil ligou para a médica e soube que esta havia se mudado para Nova York. Só pouco antes de morrer, em 1948, a mãe de Sybil lhe contou que nunca chegara a ligar para a Dra Wilbur. Isto reacendeu em Sybil o desejo de continuar o tratamento. De 1948 a 1954 ela esperou até poder mudar-se para Nova York e entrar novamente em contato com a Dra Wilbur.

Blue is the Color of LoveO tratamento prosseguiu por onze anos, e as personalidades foram surgindo durante a análise; o livro descreve, através das memórias destas personalidades, todo o horror da infância de Sybil, com abusos físicos e sexuais e maus tratos por parte da mãe, que foi diagnosticada esquizofrênica, mas nunca recebeu tratamento psiquiátrico; a ausência do pai, que ignorava o que se passava em casa e confiava os cuidados e a educação da menina exclusivamente à mãe; a perda prematura da avó, que a amava (o que causou a atuação de Peggy Lou por dois anos), e do amigo Danny, com quem sentia-se aceita e segura, e que mudou-se para o Texas (o que fez que Vicky assumissse o controle).

“A Dra Wilbur pôde constatar que a maior parte daquilo que Sybil havia sido, muito de sua libido e muitas de suas aquisições e comportamentos, havia sido entregue às outras personalidades que se haviam criado na primeira dissociação. O que apareceu em Sybil foi uma personalidade drenada, cujo medo inicial da mãe se havia ampliado a ponto de incluir não somente figuras maternais, mas todas as pessoas. Exaurida de medo, essa personalidade drenada tinha resolvido nunca mais voltar a assumir o risco de se envolver com seres humanos. Mera personalidade atuante, desprovida de sentimento, era também uma personalidade despojada, porém protegida por poderosas defesas construídas internamente contra as verdadeiras forças que a tinham dividido. Uma vez que não queria voltar do hospital para casa, a criança original não foi, mas enviou duas defensoras internas que seriam suas delegadas para representá-la.”

Brooklin BridgeAo longo dos anos de análise (e com um período de uso de pentotal, logo retirado pelo risco de dependência, e de hipnose) Sybil soube pela Dra Wilbur da existência das diversas personalidades, e passou da recusa à aceitação, e por fim à integração, quando enfim tornou-se a nova Sybil, capaz de sentir e expressar emoções, e com plena consciência e memória de todas as personalidades. Apenas após integrar-se com Peggy Lou e expressar seu ódio pela mãe ela pôde recuperar sua capacidade para a raiva e outras emoções.

” Mas o mais notável de tudo era que, enquanto era devolvida a Sybil a capacidade de irritar-se, desimpediam-se simultaneamente os caminhos para outras emoções. O ato de expresar sua ira contra Hattie Dorsett havia transformado Sybil numa mulher que já não estava desprovida de emoções. Sybil havia começado a distanciar-se do vácuo, dirigindo-se para a unidade.”

Street CornerApós o fim do tratamento, Sybil mudou-se e começou a trabalhar como terapeuta ocupacional em um hospital, e mais tarde como professora de arte. Durante toda a vida esteve em contato e manteve a amizade com Cornelia Wilbur e Flora Schreiber. Em uma carta a Flora, ela comenta: “Veja só! Há quase um ano. É o primeiro ano contínuo de minha vida. É formidável ver como os dias se desdobram em semanas e as semanas em meses, sobre os quais posso relancear os olhos e recordar (…) As pessoas simplesmente encaram tudo como corriqueiro, e acho que perdem o significado real das coisas.”

Controvérsia

O livro e o filme foram muito bem recebidos, e o Transtorno Dissociativo de Identidade, que era relativamente raro antes do caso Sybil, teve um grande aumento no número de casos diagnosticados, especialmente nos anos 80 e 90; nos anos de 1953-54, quando Sybil foi diagnosticada, havia apenas 11 casos documentados de personalidades múltiplas, e nenhum com tantas personalidades como Sybil. O único outro caso documentado de paciente com personalidades múltiplas viva naquela época era “Eve” (cuja história foi contada em As Duas Faces de Eva). Na época da publicação de “Sybil”, em 1973, havia cerca de 75 casos documentados de MPD (Transtorno de Múltiplas Personalidades); nos 25 anos seguintes, foram diagnosticados cerca de 40.000 casos, quase todos nos Estados Unidos; especialistas começaram a duvidar da validade de tais diagnósticos, e culpam o livro por incentivar a indústria de charlatães especializados no tratamento de vítimas de abusos, dos quais o paciente nem mesmo se recorda. Pesquisadores tentam agora analisar o caso que começou tudo isto, e separar o que é realidade do que é ficção.

No final do livro, Flora Schreiber esclarece que “Esta obra é simultaneamente romance e relatório científico: ficção, na medida em que recria as situações e emoções que envolveram a personagem; ensaio, desde que conserva a verdade científica do tratamento”. Para saber até que ponto a verdade científica do tratamento é retratada no livro, seria preciso ter acesso aos arquivos da Dra Wilbur; estes só poderiam ser trazidos a público a partir de 2005, o que ainda não foi feito; o Dr. Herbert Spiegel, psiquiatra que chegou a auxiliar a Dra Wilbur no tratamento de Sybil, afirmou após a morte das três principais envolvidas (paciente, psiquiatra e escritora), que o livro era uma fraude. Por que esperou tanto tempo para fazer tal afirmação?

LaboratoryO Dr Spiegel atuou como psiquiatra substituto durante ausências ocasionais da Dra Wilbur, e em uma destas ocasiões, conta ele, Sybil perguntou se ele queria que ela fosse ‘Helen’. “Um dia eu estava conversando com Sybil sobre um acontecimento e ela me perguntou se eu queria que ela fosse Helen para falar sobre aquilo e eu disse que não era necessário, por quê pergunta, e ela disse bem, quando falo sobre isto com a Dra Wilbur ela quer que eu seja Helen e eu disse a ela se acha que deve ser Helen pode fazê-lo, mas isto não é necessário e então ela pareceu um pouco surpresa e disse bem, se não é preciso eu não o farei e eu disse OK, para mim está bem, então de certo modo ela conseguiu falar sobre aquilo como um acontecimento de sua vida como Sybil. Foi quando eu tive a impressão que ela estava sendo sugestionada pela dra Wilbur para viver certas experiências e as recordasse como sendo de outra pessoa. Quando Sybil estava comigo as outras personalidades não apareciam. Era como um jogo que ela aceitava ao trabalhar com Wilbur, mas brincávamos a respeito quando trabalhávamos juntos.” (link)

O Dr Robert W. Rieber, que trabalhou com o Dr Spiegel, conta que em 1972 recebeu de Flora Schreiber algumas fitas para análise de voz, que ficaram esquecidas por muitos anos. Vinte e cinco anos mais tarde, após a morte das três mulheres, o Dr Spiegel lhe recordou a existência das fitas. Ao ouvi-las, Rieber viu que eram reuniões entre a psiquiatra e a escritora, para discutir o livro. Como deveria ser construído? O que deveria ser estabelecido nas mentes dos leitores? Segundo Rieber, as personalidades não existiam na mente de Sybil – a médica as estava ‘plantando’ sob o efeito da hipnose. Devido ao clima de confiança existente entre as duas, a paciente aceitava estas sugestões com o desejo sincero de ajudar em sua cura.

“Por tudo o que descobri, concluí que as três mulheres – Wilbur, Schreiber e Sybil – foram responsáveis pela construção do mito moderno do distúrbio de múltiplas personalidades. Uma aberração psicológica, tão bizarra e rara que quase não mereceu destaque na maioria dos livros acadêmicos antes de 1973, o distúrbio de múltiplas personalidades recebeu uma repentina respeitabilidade e aceitação. E não era um distúrbio limitado aos Estados Unidos da América. “O MPD está sendo exportado dos Estados Unidos como a Coca Diet e a Gap”, escreveu a crítica social Elaine Sowalter no London Observer.” (link)

Impressions of AspensNo documentário da BBC “Mistaken Identity“, de 1999, o Dr Herbert Spiegel e seu filho, Dr David Spiegel (que ao contrário do pai, trata pacientes de MPD aceitando a existência das outras personalidades e conversando com elas como pessoas independentes da paciente original) foram entrevistados, assim como duas pacientes com MPD. Após a edição, o depoimento das pacientes no documentário confirma a teoria que as outras personalidades surgiram em conseqüência de abusos na infância, e que podem ter sido sugeridas pelos terapeutas. Mais tarde, as pacientes queixaram-se (link) de seu depoimento ter sido cortado e editado, no que poderia ter sido uma boa oportunidade de mostrar como é na verdade a vida de um paciente com MPD; que nem sempre o transtorno está ligado a abusos na infância, mas que pode ser um daqueles mistérios da mente humana que não são completamente compreendidos, e que elas não se vêem como perturbadas, mas encaram a existência das outras personalidades como um estado normal de si mesmas.

Muitas pessoas foram errôneamente diagnosticadas com Transtorno Dissociativo de Identidade, e levadas a crer que haviam sido vítimas de abusos na infância, aceitando “lembranças” que antes não tinham. Em um documentário de 2001 do canal Discovery sobre Personalidades Múltiplas foi mostrado o caso de uma mulher que, após ser “diagnosticada” com múltiplas personalidades por ter sofrido ‘abusos’ e participado de ‘rituais satânicos’, tornou-se extremamente dependente do psiquiatra, afastou-se da família, gastou todo seu dinheiro no tratamento, tornou-se deprimida e, quando o dinheiro acabou e o psiquiatra interrompeu o tratamento, começou a questionar as “lembranças” e aos poucos percebeu que nada daquilo havia realmente acontecido. É claro que há casos em que o diagnóstico é feito corretamente, e como no caso de Sybil, um tratamento analítico pode levar à cura. Mas há muitos charlatães e enganos bem-intencionados que podem causar danos terríveis.

Impressions of FalkirkNo caso de Sybil, a verdadeira Shirley Mason conseguiu levar uma vida normal e tranqüila desde o fim do tratamento, em 1965, até morrer em 1998. Com os rendimentos do livro, ela e a Dra Wilbur mudaram-se para Lexington, Kentucky, onde mantiveram a amizade. Shirley nunca se casou nem teve filhos; ela lecionou arte no Rio Grande College, e tornou-se uma artista de sucesso, dando aulas de pintura em seu ateliê. Quando Cornelia ficou doente, Shirley cuidou dela. Após a morte da médica, em 1992, Shirley tornou-se reclusa. Ela cuidava do jardim, dos gatos e pintava, até que a artrite a impediu de segurar os pincéis. Em 1997, o câncer no seio voltou, após uma remissão de muitos anos. Shirley então tornou-se ainda mais reclusa e morreu em paz, em sua casa, aos 75 anos. Pouco antes, contou a uma amiga que havia chegado a um ponto em que havia perdoado sua mãe. Ela havia se livrado da raiva.

Em recente entrevista sobre a refilmagem de Sybil, a atriz Sally Field comenta sobre o Transtorno Dissociativo de Identidade: ” Todos somos múltiplas personalidades, de certo modo, e acho que ser mentalmente saudável, aprender o que são estas várias personalidades e aceitá-las em nossa vida é o que realmente importa. Acho que o conceito de Carl Jung sobre a sombra – o lado escuro que todos nós temos, as monstruosidades das quais todos somos capazes – é na verdade um tipo de personalidade múltipla. Ela torna-se um problema de saúde mental quando atinge uma intensidade que afasta dramaticamente a pessoa de sua consciência e a impede de integrar a informação em suas mentes”.

Tradução

Apesar do livro ser muito interessante e do texto fluir com facilidade, há nele alguns erros de tradução, como traduzir pretend por pretender, e Brave New World como Bravo Novo Mundo, em uma citação d’A Tempestade, de Shakespeare.

Links relacionados:

Manual da Merck sobre Transtorno Dissociativo de Identidade

Artigo sobre DID na Wikipedia: Inglês / Português

A Arte de Shirley Mason

Astraea’s Web – site sobre Transtorno Dissociativo de Identidade

(Os quadros que ilustram este artigo são de Shirley Ardell Mason)

29/10/2007

Desechando Lo Desechable - Marciano Durán

Filed under: Pasta de Recortes - Contos, Crônicas, etc. — Cristine @ 09:35

Há alguns dias, vi este texto em uma lista, e gostei muito; afinal, como acumuladora de tralhas compulsiva, identifiquei-me imediatamente com o autor.

Contudo, o texto era dado como de Eduardo Galeano, e tinha o título de ” Por qué todavía no me compré un DVD”. Depois de algumas discussões na lista acerca da autoria deste e de outros textos (por exemplo, um que é atribuído a Shakespeare e outro, atribuído a Borges, ambos incorretamente), uma tradutora (Lota) disse que encontrou, em um blog , a explicação sobre a autoria.

O autor do texto é O escritor uruguaio Marciano Durán, que em seu blog explica a confusão toda a respeito da autoria, e diz que não se importa em não ser creditado como autor do texto, apenas não gostaria que este fosse modificado, pois o importante é a mensagem.

Portanto, estou reproduzindo a seguir o texto original, com o final e o título corretos. Boa leitura!!

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DESECHANDO LO DESECHABLE

Marciano Durán

Lo que me pasa es que no consigo andar por el mundo tirando cosas y cambiándolas por el modelo siguiente sólo porque a alguien se le ocurre agregarle una función o achicarlo un poco.

No hace tanto con mi mujer lavábamos los pañales de los críos. Los colgábamos en la cuerda junto a otra ropita; los planchábamos, los doblábamos y los preparábamos para que los volvieran a ensuciar. Y ellos, nuestros nenes, apenas crecieron y tuvieron sus propios hijos se encargaron de tirar todo por la borda (incluyendo los pañales). ¡Se entregaron inescrupulosamente a los desechables!

Si, ya lo sé. A nuestra generación siempre le costó tirar. ¡Ni los desechos nos resultaron muy desechables! Y así anduvimos por las calles guardando los mocos en el bolsillo y las grasas en los repasadores. Y nuestras hermanas y novias se las arreglaban como podían con algodones para enfrentar mes a mes su fertilidad.

¡Nooo! Yo no digo que eso era mejor. Lo que digo es que en algún momento me distraje, me caí del mundo y ahora no sé por dónde se entra. Lo más probable es que lo de ahora esté bien, eso no lo discuto.

Lo que pasa es que no consigo cambiar el equipo de música una vez por año, el celular cada tres meses o el monitor de la computadora todas las navidades. ¡Guardo los vasos desechables! ¡Lavo los guantes de látex que eran para usar una sola vez! ¡Apilo como un viejo ridículo las bandejitas de espuma plástica de los pollos! ¡Los cubiertos de plástico conviven con los de acero inoxidable en el cajón de los cubiertos!

Es que vengo de un tiempo en el que las cosas se compraban para toda la vida. ¡Es más! ¡Se compraban para la vida de los que venían después! La gente heredaba relojes de pared, juegos de copas, fiambreras de tejido y hasta palanganas y escupideras de loza. Y resulta que en nuestro no tan largo matrimonio, hemos tenido más cocinas que las que había en todo el barrio en mi infancia y hemos cambiado de heladera tres veces.

¡Nos están fastidiando! ¡¡Yo los descubrí. Lo hacen adrede!! Todo se rompe, se gasta, se oxida, se quiebra o se consume al poco tiempo para que tengamos que cambiarlo. Nada se repara. Lo obsoleto es de fábrica.

¿Dónde están los zapateros arreglando las medias suelas de las Nike? ¿Alguien ha visto a algún colchonero escardando sommiers casa por casa?
¿Quién arregla los cuchillos eléctricos? ¿El afilador o el electricista? ¿Habrá teflón para los hojalateros o asientos de aviones para los talabarteros?

Todo se tira, todo se desecha y mientras tanto producimos más y más basura. El otro día leí que se produjo más basura en los últimos 40 años que en toda la historia de la humanidad. El que tenga menos de 40 años no va a creer esto: ¡¡Cuando yo era niño por mi casa no pasaba el basurero!! ¡¡Lo juro!! ¡Y tengo menos de 50 años! Todos los desechos eran orgánicos e iban a parar al gallinero, a los patos o a los conejos (y no estoy hablando del siglo XVII). No existía el plástico ni el nylon.

La goma sólo la veíamos en las ruedas de los autos y las que no estaban rodando las quemábamos en San Juan. Los pocos desechos que no se comían los animales, servían de abono o se quemaban.

De por ahí vengo yo. Y no es que haya sido mejor.
Es que no es fácil para un pobre tipo al que educaron en el ‘guarde y guarde que alguna vez puede servir para algo’ pasarse al ‘compre y tire que ya se viene el modelo nuevo’.

Mi cabeza no resiste tanto. Ahora mis parientes y los hijos de mis amigos no sólo cambian de celular una vez por semana, sino que además cambian el número, la dirección electrónica y hasta la dirección real. Y a mí me prepararon para vivir con el mismo número, la misma mujer, la misma casa y el mismo nombre (y vaya si era un nombre como para cambiarlo)

Me educaron para guardar todo. ¡¡¡Toooodo!!! Lo que servía y lo que no. Porque algún día las cosas podían volver a servir. Le dábamos crédito a todo.
Si, ya lo sé, tuvimos un gran problema: nunca nos explicaron qué cosas nos podían servir y qué cosas no. Y en el afán de guardar(porque éramos de hacer caso) guardamos hasta el ombligo de nuestro primer hijo, el diente del segundo, las carpetas del jardín de infantes y no sé cómo no guardamos la primera caquita. ¿Cómo quieren que entienda a esa gente que se desprende de su celular a los pocos meses de comprarlo?

En casa teníamos un mueble con cuatro cajones. El primer cajón era para los manteles y los repasadores, el segundo para los cubiertos y el tercero y el cuarto para todo lo que no fuera mantel ni cubierto.

Y guardábamos. ¡¡Como guardábamos!! ¡¡Tooooodo lo guardábamos!!
¡Guardábamos las chapitas de los refrescos! ¡¿Cómo para qué?! Hacíamos limpia-calzados para poner delante de la puerta para quitarnos el barro. Dobladas y enganchadas a una piola se convertían en cortinas para los bares. Al terminar las clases le sacábamos el corcho, las martillábamos y las clavábamos en una tablita para hacer los instrumentos para la fiesta de fin de año de la escuela. ¡Tooodo guardábamos!

Las cosas que usábamos: mantillas de faroles, ruleros, ondulines y agujas de primus.

Y las cosas que nunca usaríamos. Botones que perdían a sus camisas y carreteles que se quedaban sin hilo se iban amontonando en el tercer y en el cuarto cajón.

Partes de lapiceras que algún día podíamos volver a precisar. Tubitos de plástico sin la tinta, tubitos de tinta sin el plástico, capuchones sin la lapicera, lapiceras sin el capuchón. Encendedores sin gas o encendedores que perdían el resorte. Resortes que perdían a su encendedor.

Cuando el mundo se exprimía el cerebro para inventar encendedores que se tiraban al terminar su ciclo, inventábamos la recarga de los encendedores descartables.

Y las Gillette -hasta partidas a la mitad- se convertían en sacapuntas por todo el ciclo escolar. Y nuestros cajones guardaban las llavecitas de las latas de sardinas o del corned beef, por las dudas que alguna lata viniera sin su llave.
¡Y las pilas! Las pilas de las primeras Spica pasaban del congelador al techo de la casa. Porque no sabíamos bien si había que darles calor o frío para que vivieran un poco más. No nos resignábamos a que se terminara su vida útil, no podíamos creer que algo viviera menos que un jazmín.

Las cosas no eran desechables. Eran guardables.
¡¡Los diarios!! Servían para todo: para hacer plantillas para las botas de goma, para poner en el piso los días de lluvia y por sobre todas las cosas para envolver!!. ¡Las veces que nos enterábamos de algún resultado leyendo el diario pegado al trozo de carne!

Y guardábamos el papel plateado de los chocolates y de los cigarros para hacer guías de pinitos de navidad y las páginas del almanaque para hacer cuadros y los cuentagotas de los remedios por si algún medicamento no traía el cuentagotas y los fósforos usados porque podíamos prender una hornalla de la Volcán desde la otra que estaba prendida y las cajas de zapatos que se convirtieron en los primeros álbumes de fotos. Y las cajas de cigarros Richmond se volvían cinturones y posa-mates y los frasquitos de las inyecciones con tapitas de goma se amontonaban vaya a saber con qué intención, y los mazos de naipes se reutilizaban aunque faltara alguna, con la inscripción a mano en una sota de espada que decía ‘este es un 4 de bastos’.

Los cajones guardaban pedazos izquierdos de palillos de ropa (broches) y el ganchito de metal. Al tiempo albergaban sólo pedazos derechos que esperaban a su otra mitad para convertirse otra vez en un palillo.

Yo sé lo que nos pasaba: nos costaba mucho declarar la muerte de nuestros objetos. Así como hoy las nuevas generaciones deciden ‘matarlos’ apenas aparentan dejar de servir, aquellos tiempos eran de no declarar muerto a nada. Ni a Walt Disney.

Y cuando nos vendieron helados en copitas cuya tapa se convertía en base y nos dijeron: ‘Cómase el helado y después tire la copita’, nosotros dijimos que sí, pero, ¡minga que la íbamos a tirar! Las pusimos a vivir en el estante de los vasos y de las copas.

Las latas de arvejas y de duraznos se volvieron macetas y hasta teléfonos. Las primeras botellas de plástico se tansformaron en adornos de dudosa belleza. Las hueveras se convirtieron en depósitos de acuarelas, las tapas de bollones en ceniceros, las primeras latas de cerveza en portalápices y los corchos esperaron encontrarse con una botella.

Y me muerdo para no hacer un paralelo entre los valores que se desechan y los que preservábamos.
Ah¡ No lo voy a hacer!
Me muero por decir que hoy no sólo los electrodomésticos son desechables; que también el matrimonio y hasta la amistad es descartable.
Pero no cometeré la imprudencia de comparar objetos con personas.

Me muerdo para no hablar de la identidad que se va perdiendo, de la memoria colectiva que se va tirando, del pasado efímero.
No lo voy a hacer.
No voy a mezclar los temas, no voy a decir que a lo perenne lo han vuelto caduco y a lo caduco lo hicieron perenne.

No voy a decir que a los ancianos se les declara la muerte apenas empiezan a fallar en sus funciones, que los cónyuges se cambian por modelos más nuevos, que a las personas que les falta alguna función se les discrimina o que valoran más a los lindos, con brillo y glamour.

Esto sólo es una crónica que habla de pañales y de celulares.

De lo contrario, si mezcláramos las cosas, tendría que plantearme seriamente entregar a la bruja como parte de pago de una señora con menos kilómetros y alguna función nueva.

Pero yo soy lento para transitar este mundo de la reposición y corro el riesgo de que la bruja me gane de mano y sea yo el entregado.

Y yo no me entrego.

7/04/2007

Forrest Gump

Filed under: Filme X Livro — Cristine @ 15:51

Depois de ganhar tantos Oscars, este filme tornou-se uma unanimidade; um dos melhores dramas já realizados, com toques sutis de comédia. A história do rapaz inocente, que participa de alguns dos momentos mais importantes da história americana entre as décadas de 50 e 80, é hoje um dos grandes favoritos de todos.

Qual o segredo deste filme? Entre a magnífica atuação de Tom Hanks, a direção segura de Robert Zemeckis, os efeitos especiais que confundem ficção com realidade, a trilha sonora inesquecível (incluindo a música-tema de Alan Silvestri), o brilho dos coadjuvantes Sally Field, Robin Wright Penn, Gary Sinise, e o roteiro de Eric Roth, adaptando o romance de Winston Groom, ficamos com todos.

Tom Hanks já provou o grande ator que é; com este filme, conseguiu a façanha de ganhar dois Oscars de Melhor Ator em anos consecutivos. Merecido, principalmente pela cena em que ele descobre que tem um filho e pergunta a Jenny se ele é normal. A expressão em seu rosto transmite toda a emoção sentida pelo personagem, da alegria à preocupação e ansiedade, e finalmente ao alívio e novamente à alegria.

Outras cenas inesquecíveis são quando Jenny volta à sua casa da infância e nela atira as sandálias, e depois pedras, e então Forrest comenta: “Às vezes, acho que nunca há pedras suficientes” (Sometimes, I guess there’s just not enough rocks). Ou quando Jenny pergunta:“- Você teve medo no Vietnã?- Sim. Bem…eu- eu não sei. Às vezes a chuva parava o suficiente para que as estrelas aparecessem.. e então era bonito. Era como antes do pôr-do-sol na baía. Havia sempre um milhão de estrelas na água… como aquele lago na montanha. Era tão claro, Jenny, parecia que havia dois céus, um em cima do outro. E então no deserto, quando o sol nascia, eu não podia dizer onde o céu acabava e a terra começava. É tão bonito.- Eu queria ter estado lá com você.- Você estava.”

Os efeitos especiais permitiram a Forrest ”contracenar” com personagens históricos como John Kennedy, Richard Nixon, John Lennon, Lyndon Johnson e outros. Juntamente com uma perfeita reconstituição dos cenários e figurantes, podemos ver Forrest na passeata em Washington, recebendo a Medalha de Honra na Casa Branca, numa entrevista na TV com John Lennon. O toque de comédia fica evidente no episódio de Watergate, ou quando Forrest fala de seu antepassado homônimo, que pertencia a um “tipo de clube” em que usavam capuzes brancos; ou ainda quando conta que Ten. Dan investiu o dinheiro de Forrest em uma ‘companhia de frutas’ (Apple).

Mas a essência do filme é a inocência de Forrest, e seu amor por Jenny. Uma garota confusa, que passou por situações difíceis e reagiu a elas do modo errado, fugindo de si mesma, ao mesmo tempo em que tentava se encontrar. Seu porto seguro é Forrest, que a amou incondicionalmente toda sua vida, e em quem ela encontra o amor e a segurança que buscou em vão, antes de voltar para casa.

Sempre nos lembraremos de frases memoráveis como “A vida é uma caixa de chocolates: você nunca sabe o que vai encontrar”, ou “Estúpido é quem faz estupidez”, ou ainda “Meu nome é Forrest Gump. As pessoas me chamam de Forrest Gump”, e “Corra, Forrest, corra!”.

E isso é tudo o que eu tenho a dizer sobre isto.

Filme x Livro

Ou não. Depois de assistir ao filme muitas vezes, li o livro de Winston Groom, no qual o roteiro foi baseado. Há grandes diferenças entre a história do filme e a história do livro. O Forrest do filme é um rapaz essencialmente inocente, mas com consciência de suas limitações mentais; no livro, ele tem mais malícia, embora também seja consciente de sua situação. A inocência não está presente; ele sabe que é limitado intelectualmente, mas é um pouco “malandro” ao tirar proveito disto em algumas situações.

O Forrest do livro é um idiot savant; um idiota sábio, como o autista de Dustin Hoffman em Rain Man; em um episódio, ele se revela um ótimo aluno de Fisica na Universidade resolvendo equações complicadas sem compreender a teoria, embora não conseguisse distinguir ‘Física’ de ‘Educação Física’, e aprende a tocar harmônica sozinho. Mesmo com tais talentos, ele não é autista, e revela uma grande percepção das coisas ao seu redor. No início do livro (usando a famosa comparação que foi alterada - para melhor - no filme), ele comenta:

“Deixem-me falar uma coisa: ser um idiota não é uma caixa de chocolates. As pessoas riem, perdem a calma, te tratam como lixo. Dizem que as pessoas devem tratar bem quem está em dificuldades, mas vou dizer – nem sempre é assim. De qualquer maneira, eu não posso reclamar, porque acho que tive uma vida interessante, por assim dizer.”

Interessante é pouco; episódios inteiros que estão no livro não foram contados no filme; Sue, o macaco, Rachel Welch, Forrest como astronauta, o resgate de Mao, a luta-livre, os pigmeus canibais, o campeonato de xadrez, são algumas das histórias que só existem no livro. Muito da temporada universitária de Forrest e Jenny é resumido, e o final da história de Jenny e Forrest é completamente diferente do que no filme.

Apesar do livro ser muito interessante, falta-lhe a magia e o lirismo que Eric Roth e Robert Zemeckis criaram. Na maioria das vezes eu prefiro o livro ao filme, mas esta foi uma agradável exceção.

6/03/2007

Atarefada…

Filed under: Vida de Rato — Cristine @ 13:27

Estou com muito trabalho estes dias, então vou ficar devendo um novo artigo. Adianto que o próximo será sobre Forrest Gump. Está quase pronto, faltam alguns retoques.

Muito bom o seu comentário, Adua. Pertinente, e baseado na experiência de quem vê de perto a realidade ali descrita. Thanks! (sobre Super Size Me)

 Um abraço a todos,

Cristine

15/02/2007

Petição - Pelo Fim da Impunidade no Brasil

Filed under: A Vida Real — Cristine @ 18:57

Quem não ficou indignado e enojado com o crime absurdo que aconteceu no Rio? Há alguns que propõem um referendo para perguntar sobre a adoção da pena perpétua e de morte  no Brasil. Eu sou contra.  Não acredito na eficácia da pena de morte. Acho que tirar a vida de um ser humano é algo que cabe somente a Deus; mas este crime bárbaro repugna a qualquer ser humano digno deste nome.
Contudo, algumas medidas podem ser tomadas; há uma outra petição online, pelo fim da impunidade no Brasil. Ela defende o aumento da pena máxima no Brasil de 30 para 60 anos, a redução da maioridade penal para 16 anos, e que não haja progressão de regime para crimes hediondos, tendo os condenados que cumprir a pena integralmente em regime fechado (60 anos).

Quem desejar assinar esta petição, vá para http://www.petitiononline.com/07022007/petition.html e assine agora. Eu já assinei. Talvez estas medidas sozinhas não resolvam, mas é um passo a ser tomado para tentar acabar com essa onda absurda de violência e falta de respeito pela vida.
Cristine Martin

14/02/2007

O “meme das 3 atitudes eco-conscientes”

Filed under: Vida de Rato — Cristine @ 08:40

Passeando por minha lista de blogs no Bloglines, li um post da Leilac (http://www.verbeat.org/blogs/stuckinsac/) e acabei conhecendo o site Faça a Sua Parte (http://facaasuaparte.blogspot.com/index.html ). Eles pedem para os blogueiros listarem três (ou mais) atitudes eco-conscientes que praticam, e passar a idéia adiante. Muito legal, acho que é por aí que começa. Cada um fazendo a sua parte e conscientizando mais pessoas, quem sabe teremos um planeta mais decente para nossos netos… Minhas atitudes:

  • Reciclar, reciclar, e reciclar - Há alguns anos que, aqui em casa, separamos todo o lixo passível de ser reciclado; na verdade, é muito simples: basta reservar um local da casa com três ou mais caixas ou sacos plásticos: para papel, plástico, alumínio, metais (latas comuns), e vidro. Aí é só avisar todo mundo da casa que, se abrir uma embalagem de biscoito, coloque na lata e jogue a embalagem no saquinho “plástico”. Abriu uma lata de ervilhas, depois lave e coloque no saco “metais”. Com o tempo, isso vira hábito.
    E o que fazer com o lixo? se perto de casa não houver um local específico para levar, ou coleta seletiva, uma idéia é avisar aquele pessoal que toca a campainha e pede “Moça, não tem papelão, latinha?” que sim, você tem, e se quiser passar toda semana eu separo pra você. Pronto, você ajuda a quem precisa e faz a sua parte.
  • Apagar as luzes - Outra idéia simples; ao sair de um cômodo, apague as luzes. De preferência, após tê-las trocado por fluorescentes compactas, que são bem mais econômicas. Desde a época do apagão, trocamos todas as lâmpadas. Aliás, os hábitos de economia daquela época foram mantidos.
  • Economizar combustível - Organizar os horários da família para fazer menos viagens de carro; se possível, programar as idas ao centro da cidade e fazer tudo na mesma “viagem”; e, se não estiver chovendo, ir a pé até a padaria.
  • Horta - Esta idéia une o útil ao agradável; pra quem tem um cantinho de quintal que não esteja cimentado, uma horta é um passatempo gostoso e além disso, produz delícias! Aqui em casa fizemos uma pequena horta e temos comido muita alface, couve, escarola e outras verduras fáceis de cultivar. Sei com certeza que não tem agrotóxico nas verduras, pois fui eu quem as plantou.
  • Aquecimento solar - Outra ótima idéia; quem está construindo ou reformando pode instalar um sistema de aquecimento solar de água em casa; a economia de energia elétrica é assustadora, e a água esquenta mesmo. Os sistemas comerciais são um pouco caros, mas o investimento se paga em pouco tempo com a economia feita. E estamos aproveitando uma energia limpa e gratuita.
    Para quem quiser uma alternativa mais econômica, no site Sociedade do Sol ( http://www.sociedadedosol.org.br/projeto_aquecimento.htm ) há um projeto de aquecedor solar econômico. Dê uma olhada!
  • Use o varal - num país com tanto sol, usar regularmente a secadora é uma estupidez. A minha está encostadinha faz muito tempo, enquanto minhas roupas secam ao sol.
  • Trabalhe em casa - Como tradutora, posso trabalhar em casa e aproveitar o tempo que seria gasto em trânsito para trabalhar e cuidar de outras coisas. Quando isto não for possível, uma idéia é tentar trabalhar o mais perto de casa possível. Isto economiza tempo, combustível e paciência.
  • Estas são apenas algumas das atitudes possíveis de serem tomadas. Para mais sugestões, visite o site de Al Gore (An Inconvenient Truth : http://www.climatecrisis.net/takeaction/whatyoucando/ . E passe esta idéia adiante!

    Um abraço,

    Cristine Martin

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